‘1001 Albums You Must Hear Before You Die’ (1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer), é um livro de referência musical editado por Robert Dimery, co-fundador da Revista Rolling Stone e que escreve para a Time Out e Vogue. Originalmente publicado em 2005, o livro é constituído por uma lista de 1001 discos lançados entre 1955 e 2008, escolhidos por críticos, divididos por décadas e organizados em ordem cronológica. O livro foi revisto em 2007, 2008 e 2009, para incluir álbuns recentes. Todos são analisados conforme a importância na época, impacto sobre o público e vendagem. Os brasileiros indicados são analisados por Andrew Gilbert, especialista em música brasileira. Os 1001 discos não são unanimidade e o ‘porque’ de uns estarem no livro e outros não, são perguntas inevitáveis, há muita porcaria e muitos esquecidos.

*** Agradeço ao amigo Feijó pela dica e incentivo.

0039. charles mingus | the black saint and the sinner lady (1963)

the black saint and the sinner lady (1963)

‘The Black Saint and the Sinner Lady’, considerado pelo "The Penguin Guide de Jazz", como a obra-prima do baixista Charles Mingus é um álbum desafiador. Brilhantemente realizado ocupa um lugar especial na obra de Mingus. Consiste em um conjunto de seis movimentos de uma sinfonia executada por uma banda de onze gênios: Charles Mingus (baixo, piano), Jerome Richardson (saxofone soprano e barítono, flauta), Charlie Mariano (saxofone alto), Dick Hafer (saxofone tenor, flauta), Rolf Ericson (trompete), Richard Williams (trompete), Quentin Jackson (trombone), Don Butterfield (tuba, trombone e contrabaixo), Jaki Byard (piano), Jay Berliner (guitarra acústica) e Dannie Richmond (bateria). Um trabalho intensamente emocional, que exibe as habilidades de Charles Mingus como músico, compositor e líder. O conjunto de seis partes revela as paixões tumultuadas do baixista, que vão desde a serenidade de um violão solo e piano a ondas de conflito que aceleram os ritmos, misturam-se e parecem transformar os clichês em filme noir. O resultado é uma obra-prima de sons e efeitos. Se você nunca ouviu Charles Mingus, ouça primeiro ‘Mingus Ah Hum’, ‘Pithecanthropus Erectus’ ou ‘Mingus at Antibes’. Em seguida, mergulhe no ‘The Black Saint and the Sinner Lady’, um dos cinco melhores discos de jazz já feitos. A abertura, "Solo Dancer" apresenta trechos com alta abstração; "Duet Solo Dancers" lembra muito Duke Ellington, mais parece uma orquestra, uma gravação soberba; em "Group Dancers", após sugestão, Charles Mingus ao piano é uma figura surpreendente em toda a sua glória musical, depois Mingus deixa o piano para Jackie Byard e os demais para contarem a história. “Group Dancers”, ao mesmo tempo estridente e sublime, e em algum momento enfatizando o flamenco, é quase perfeita.


01. Solo Dancer
02. Duet Solo Dancers
03. Group Dancers
04. Trio and Group Dancers
Single Solos and Group Dance
Group and Solo Dance


download:
The Black Saint and the Sinner Lady (1963)


charles mingus - solo dancer






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